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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Na Bahia, 4 em cada 10 pessoas vivem abaixo da linha da pobreza

Estado do Brasil com maior número de inscritos no programa federal Bolsa Família em 2018, com 1.980.153 cadastrados, a Bahia possui 6,9 milhões de pessoas, ou 44,8% da população, vivendo abaixo da linha de pobreza. A informação é da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (5), com dados referentes ao ano de 2017.

Estar abaixo da linha de pobreza significa, pelos critérios do Banco Mundial, ter renda média de até US$ 5,50 por dia (nesta quarta-feira, o dólar estava cotado a R$ 3,86) em paridade de poder de compra. Em 2017, a renda média era R$ 406 por mês.   

Já o Bolsa Família, onde estão inscritas famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, tem como limite de renda mensal R$ 89 por pessoa (extrema pobreza) ou entre R$ 89,1 a R$ 178 mensais (pobreza), com crianças ou adolescentes até 17 anos.

No caso do valor de US$ 5,50, ele foi adotado pelo Brasil para monitoramento da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. A erradicação da pobreza está expressa nas metas do 1º dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Na Bahia, em 2017, segundo a pesquisa do IBGE, o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza ficava bem acima da média nacional (26,5% ou cerca de 55 milhões de pessoas).

O percentual em 2017 era igual ao do Nordeste, onde estava a maior parte dos pobres do Brasil (cerca de 25 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza), e o 8º maior entre os estados, aponta o IBGE.

Maranhão (54,1%), Alagoas (48,9%) e Amazonas (47,9%) tinham os maiores percentuais de pessoas abaixo da linha de pobreza, enquanto Santa Catarina (8,5%), Rio Grande do Sul (13,5%) e Distrito Federal (13,9%) tinham os menores.

Macapá (41,3%), Manaus (35,6%) e Rio Branco (33,9%) tinham os maiores percentuais de população abaixo da linha de pobreza, enquanto Florianópolis (5,1%), Goiânia (8,5%), Vitória (8,9%) e Curitiba (9,0%) tinham os menores – todos abaixo de 10,0%.

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