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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Seca muda cenário e causa prejuízos a 1,5 mil produtores em Planalto

Estiagem mudou cenário na cidade de Planalto
(Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)

Os agricultores da caatinga, região mais seca da cidade de Planalto, no sudoeste baiano, sofrem com a falta de chuvas que afeta o local. São 1.500 produtores afetados pela estiagem, que já dura três anos, colocou o município em situação de emergência. Em todo o estado, são 61 cidades em situação de emergência por conta da seca, 15 estão na região sudoeste.

A seca transforma paisagens da região e expõe cenários preocupantes. O local que era leito de um rio, conhecido como Gaviãozinho, afluente do Rio Catulé, está sem água eo matagal tomou conta.

Uma das principais economias do município foi bastante afetada. A produção de café para esse ano está perdida e a do próximo ano está comprometida. Os prejuízos vão demorar para ser recuperados, conforme acredita o engenheiro agrônomo Vivaldo Filho. “Nós estamos falando de um déficit de mais de 3 anos, com perdas de lavouras de 2016 de 70% e [previsão de] safra praticamente zero para esse ano”, diz.

Sem alimento para o gado, o produtor rural Eudes Oliveira foi obrigado a desativar a produção de leite. Ele demitiu três dos quatro funcionários e vendeu cerca de 60% do rebanho. "Como no ano passado tivemos uma perda de cerca de 70% do grão e a lavoura sofreu bastante com a estiagem de 2015/2016, esse seria o ano de recuperação da lavoura", conta.

Mas 2017 não começou bem para quem vive da produção rural em Planalto. Conforme o secretário municipal da Agricultura, Gilberto Freitas, a última chuva que ocorreu na cidade foi em dezembro de 2016, e não foi o suficiente para mudar o cenário crítico da região.

"No início de dezembro tivemos uma chuva boa, depois não choveu nada por aqui. Esse ano não tivemos chuva. Antes dessa crise, tínhamos bastante chuva na cidade", sinalizou.

A média de sacas de farinha produzidas por hectare de mandioca caiu pela metade em Planalto, também por causa da estigme. “Já vem uns cinco anos seguidos que a chuva aqui sempre é menos do que era antes e a lavoura não desenvolve”, reclama o produtor rural Aparias Reis.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Luis Carlos, diz que a maioria dos produtores já desistiu de continuar com a mesma plantação, por conta da queda na safra. “Às vezes planta e não sai e tem que retomar todo o processo. Isso assusta muito o agricultor”, lamenta.

Uma esperança para os agricultores é a previsão do tempo para esta quarta-feira (8), quando são esperados 20 milímetros de chuva, previsão de 80% de chuva, que ajuda a irrigar terra. A temperatura mínima é de 18ºC e a máxima de 33ºC. Até o domingo (12), a previsão é que o tempo fique encoberto na região, com chances de chuva.

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2017/02/estiagem-atinge-15-mil-produtores-em-cidade-no-sudoeste-baiano.html